Archive for the 'Uncategorized' Category

21
nov
09

Depoimento para Bismarck Presidente

Apoiamos o Companheiro Bismarck para Presidente Estadual do PT porque ele representa a esperança de MUDANÇA DE VERDADE NO PARTIDO.Precisamos de um presidente com competência, experiência,garra,compromisso para resgatar o entusiasmo dos filiados ,militâncias,movimentos sociais,juventude e defender com firmeza,candidatura própria,mostrando que temos quadros valiosos no nosso Estado e Municipios.Bismarck tem todas essa qualidades e muito mais.POr isso ele é o nosso candidato.

GRAÇA candidata à presidência do PT Macaé-507

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21
nov
09

UM PENSAMENTO DE FERNANDO PESSÔA

 

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nós levam sempre aos mesmos lugares.
È tempo de travessia e, se não ousarmos faze-la, teremos ficado para sempre, a margem de nós mesmos.

FERNANDO PESSÔA

 

16
nov
09

COMPANHEIR@S NEIDA E HERMES

Neida é companheira de longa data, fundadora do PT que contribuiu muito nesta jornada de Bismarck rumo a presidência do PT do Rio de Janeiro.Neida

18
out
09

– TEXTO CONTRIBUIDO: UM OLHAR RACIAL SOBRE O GOVERNO LULA E O NOSSO PARTIDO.

MARCELO_DIAS

” As únicas pessoas que realmente mudaram

a história foram as que mudaram o pensa-

mento dos homens a respeito de si

mesmos.

“Malcolm X.

MARCELO DIAS – RAÇA E CLASSE

UM OLHAR RACIAL SOBRE O GOVERNO LULA E O NOSSO PARTIDO.

” Os negros são humanos , não super humanos ; como qualquer um possuem personalidades diversas , interesses financeiros e aspirações distintas”.

* Há negros , que jamais lutarão pela liberdade,

* Há outros que procuram obter com a luta vantagens pessoais.

* Há outros que colaborarão com os opressores.

Tais fatos não devem ser motivo de desespero.

Todo grupo e todo povo , possui a sua parcela de covardes ,

oportunistas e traidores.

Os golpes de martelo , do racismo e da pobreza fatalmente têm que

perverter e corromper alguns.

Não se pode esperar que o fato de um povo ser oprimido , leve todos

os cidadãos a serem virtuosos e dignos.

O IMPORTANTE:

É que as características da maioria sejam:

* A honra

* A decência e a coragem.

Martin Luther King.

I – O desempenho do PT nas eleições de 2006.

Com mais de 58 milhões de votos , o povo brasileiro reelegeu o petista- nosso velho companheiro de luta -Luiz Inácio Lula da Silva Presidente do Brasil.

O PT , apesar das denúncias envolvendo pessoas que quase mancharam a nossa bandeira , cresceu nestas eleições , conquistando cinco governos estaduais , dois a mais que em 2002 e para decepção dos nossos adversários foi o partido mais votado nas eleições ficando com a segunda maior bancada da câmara com mais de 80 deputados e deputadas reafirmando a nossa força já demonstrada no PED quando mais de 300 mil filiados participaram daquele processo democrático , mesmo após os tristes episódios que enfrentamos.

Conquistamos no primeiro turno , a Bahia com Jaques wágner , derrotando uma das oligarquias mais truculenta, corrupta e reacionária do nosso país , representada pelo famigerado senador Antônio Carlos Magalhães , que recentemente renunciou ao seu mandato , para não enfrentar o conselho de ética por violar o painel eletrônico de votação no senado.

Conquistar a Bahia de Todos os Santos , onde 82,1% da população é afrodescendente , conforme a pesquisa divulgada pelo IBGE no último dia 17 de novembro, para nós, militantes anti-racistas é de uma imensa alegria , mas também reconhemos , uma grande responsabilidade , não só do companheiro Jaques Wágner , mas de todo os petistas deste país continental chamado Brasil.

Uma grande responsabilidade pela dívida histórica que este país tem com a população afrodescendente , principalmente com a Bahia – da revolta dos Malês em 1835 , que se tivesse sido vitoriosa, a história desse país teria sido contada diferentemente do que é contada ainda hoje , mas os Malês , muçulmanos letrados tinham que ser derrotados exemplarmente pois a inssureição vitoriosa dos haitianos – o segundo país das Américas a conquistar sua Indepêndencia expulsando de todo o seu território os escravocratas franceses – era motivo de um verdadeiro pavor dos escravocratas em nosso país.

Segundo, ainda a pesquisa do IBGE , em Salvador onde os brancos e afrodescendentes apresentaram as maiores médias de anos de estudo , observou-se o maior diferencial nos indicadores educacionais ; 2,4 anos de estudo a mais para os brancos. Em média , os brancos atingiam o ensino médio e os afrodescendentes sequer concluíam o ensino fundamental.

A pesquisa também revela que os rendimentos dos afrodescendentes na Região Metropolita de Salvador correspondem a apenas um terço do ganho registrado pelo trabalhador branco. Segundo a pesquisa , o grau de desigualdade verificado na RMS , foi o mais acentuado entre todas as seis regiões metropolitanas pesquisadas no país , e por último , a proporção de mulheres negras em situação de trabalho vulnerável , a exemplo de assalariadas sem carteira assinada , autônomas , trabalhadoras familiares não remuneradas ou empregadas domésticas , é ainda maior que que a dos homens.

De acordo com o levantamento , 51,7% das mulheres negras da RMS estão em uma dessas condições vulneráveis de trabalho , contra 30,3% das não-negras. Já entre os homens negros, 35,1% se encontram nessa situação , frente ao percentual de 24,4% de não-negros.Site do Dieese: http://www.dieese.org.br)

Mantivemos o Piauí reelegendo o companheiro Wellington Dias , Sergipe com o companheiro Marcelo Déda e o Acre com Binho Marques. No segundo turno , o Pará elegeu Ana Júlia , depois de 12 anos de “desgoverno” tucano.

Foi emocionante vermos de volta neste segundo turno , a militância dos movimentos sociais ,estudantis,sindical, de mulheres, os intelectuis, os negros, setores historicamente ligados ao PT, que sairam em defesa da continuidade do nosso programa de trnsformação.

Fizemos uma campanha de esquerda, que foi nosso diferencial, sintonizada com a nossa militância e com a tradição de combatividade. Monstramos ao povo brasileiro que o nosso adversário era o adversário do Brasil, um setor da direita conservadora e golpista que queria vender o Brasil e ganhar as eleições no “grito”, dizendo que iriam “acabar com a raça do PT”, se esquecendo da nossa força e luta.

No próximo ano teremos o 3° congresso nacional do partido, o Coletivo Raça e Classe defende uma profunda discussão no sentido de renovação nos quadros e reestruturação na executiva nacional do Partido, porque acreditamos que é chegada a hora de nacionalizarmos e fortalecermos o debate para “resgatar” a nossa bandeira e deixarmos a nossa estrela brilhar sem sujeira.

II- A Conjuntura Nacional sob a perspectiva do Povo Negro.

As pesquisas quantitativas sobre a desigualdade racial , realizadas nos últimos 30 anos , têm apontado consistentemente para a existência de um enorme fosso a separar negros e brancos no Brasil do ponto de vista de salários , escolaridade , expectativa de vida e mortalidade infantil , para ficarmos nos indicadores mais importantes. É um fosso demasiadamente amplo , difundido e persistente para que se possa explica-lo apenas pela escravidão ou pela desigualdade social de que o Brasil é recordista. Ao mesmo tempo , outras pesquisas apontam a existência de mecanismos discriminatórios na escola e na mídia , especialmente a televisão , que mantêm , reforçam e atualizam estereótipos negativos sobre a população negra , a qual também é objeto de tratamento discriminatório em suas interações com a polícia e com o Judiciário. Os resultados dessas pesquisas constituem um golpe mortal para a ideologia da “ democracia racial “, denunciada como instrumento de manutenção do status quo.

Diante desse quadro , constatado inclusive por enviados especiais de organismos internacionais como a ONU e a OEA , o movimento negro brasileiro e seus aliados passaram da simples denúncia  à proposição de medidas capazes de contribuir para altera-lo. Desde o final de 2001 , na esteira da Conferência Mundial contra o Racismo , a Discriminação Racial , a Xenofobia e Intolerâncias Correlatas , têm sido adotadas medidas

de ação ação afirmativa , ou discriminação positiva , no âmbito do ensino superior e do funcionalismo público. Neste momento , mais de duas dezenas de universidades públicas , federais , e estaduais utilizam o sistema de cotas para negros – e/ou indígenas dependendo da região- , com resultados que contradizem as objeções a esse sistema com base no “mérito acadêmico” ( que o vestibular comprovadamente não pode medir ) ou na “futura queda do padrão de ensino”. No âmbito do ensino básico , implementação da Lei 10.639 , que inclui o ensino da história e da cultura dos africanos e afro-brasileiros nos currículos escolares , é outra conquista dos que pretendem construir uma sociedade livre do racismo.

Diante de ver reduzidos os seus privilégios , setores da elite branca articularam imediatamente uma reação. A mídia contribuiu fabricando , num processo que inclui desde a produção de reportagens enviesadas até a transformação de especuladores em especialistas , uma “ opinião pública “ contrária à ação afirmativa para negros. Simultaneamente , na impossibilidade de produzir pesquisas que confirmem suas fantasias , setores da elite acadêmica passaram a desqualificar os profissionais e institutos responsáveis tachando-os de incompetentes , oportunistas ou até impatrióticos. Um dos recursos frequentemente utilizados é incorporar à explicação da vida social a noção , hoje prevalecente na biologia , de que raça não existe , ignorando o caráter sócio-histórico desse conceito , profundamente arraigado no pensamento e na prática de nossa população.

Numa perversa inversão da realidade , passa-se a culpar as vítimas , acusando de racistas os negros que se insurgem contra o racismo.

III – O governo Lula e as Políticas de Ações Afirmativas.

O governo do presidente Lula reconheceu a imensa dívida social para com os afro-descendentes, através da criação de uma secretaria voltada para a promoção da igualdade racial. Este instrumento oficial visa a implementação de políticas públicas a fim de resgatar parte das enormes dívidas, acumuladas por séculos de exploração da população africana transformada em escravos no solo brasileiro. Milhões de seres humanos trazidos da África, foram escravizados e obrigados através da força a produzirem a riqueza para o desenvolvimento do Brasil.

Nos dias de hoje, os ativistas voltados para estas questões conseguiram construir um debate  onde avalia-se a necessidade de implementar-se ações afirmativas, para  equiparar em condições de igualdade os afro-descendentes. Pois, os escravos ao serem libertados nada levaram como resultado de seus trabalhos.

O que vemos no entanto é a reprodução das antigas resistências que permanecem desde o início da República brasileira. A elite conservadora através de seus representantes de plantão, contestam em nome de uma pretensa igualdade  as ações afirmativas.

O Partido dos Trabalhadores, voltado para a conscientização do cidadão, constituído-se por assalariados e contendo uma grande parcela de afro-descendentes, deve implementar ações que visem a fortalecer a implementação das ações afirmativas como meio  reparador para a comunidade negra.

A aplicação das ações afirmativas democratizariam mais eficientemente a sociedade tornando-a mais justa e igualitária, além de mais próspera social e economicamente.

As melhorias sociais se dariam na medida em que os cidadãos relegados socialmente,  adentrariam no sistema social auto valorizando-se e conseqüentemente reproduzindo em seu meio os novos valores apreendidos.

Os avanços econômicos dar-se-iam fundamentalmente de duas maneiras. A primeira pela própria inserção dos destituídos no contexto sócio-cultural-produtivo. A segunda forma de ganho econômico viria através do aumento do consumo no ambiente  sócio-cultural daquele antigo excluído. Este fato se daria pela perfeita identificação dos produtos, que seriam administrado conforme a demanda do antigo ambiente social

Para ser coerente com essa grande parcela de trabalhadores afro-descendentes , o Partido dos Trabalhadores deve pautar em seus debates as políticas relativas as ações afirmativas e das superações das desigualdades raciais. Que seja desmascarada a ideologia da “democracia racial” e encampada a luta  contra o racismo e o preconceito racial.

Porém apesar de todos esses avanços não podemos deixar de questionar algumas medidas tomadas por alguns ministros que são reconhecidos como porta-vozes do governo, por exemplo, nos preocupa a posição do Ministro Tarso Genro que inicialmente se colocava contra as cotas raciais nas Universidades Públicas, logo após mudou de posição e começou adefende-las e por último com a ofensiva de nossos inimigos que sempre foram beneficiados com grandes recursos federais para fazerem cursos de pós-graduação nas melhores universidades dos Estados Unidos e Europa e que chegam a R$ 97 milhões tendo inclusive figuras públicas do nosso partido-seria interessante sabermos quantos afrodescendentes foram beneficiados nessas bolsas de estudo- como foi publicado no ” O GLOBO” de 27 de agostode 2006 , novamente muda de posição e passa a defender as cotas sociais , que também somos favoráveis, e não vemos contradições entre ambas, também o Ministro da Educação seguiu a mesma linha do companheiro Tarso Genro.

Não conseguimos entender porque um governo que se diz a favor das políticas de ações afirmativas e que publica diariamente , tantas MPs , para tudo e para todos, até para grandes latifundiarios, não publica uma MP ( medida provisória) pelas cotas raciais e sociais deixando que a câmara que tem um presidente que igualmente como os nossos ministros tem uma posição dúbia e não coloca o projeto em votação , assim como o Estatuto da Igualdade Racial , do Senador Paim que lá se encontra a muitos anos.

Uma outra medida que nos preocupa , é com relação a comunidade quilombola da Restinga de Marambaia, nosso governo tem que garantir a  titulação das terras para os quilombolas, enquadrando a Marinha , que esta criando todas as dificuldades para o Incra e as entidades da sociedade civil que apoiam os quilombolas não possam entrar na comunidade para realizar os estudos que são nescessários para garantir a titulação das terras ocupadas a mais de 100 anos pelos quilombolas , queremos nos somar as centenas de entidades que lançaram um manifesto em defesa da comunidade quilombola de Marambaia, aqui em nosso Estado.Precisamos avançar nas políticas de igualdade racial e não recuar do pouco que conquistamos

IV- Nossas tarefas para o próximo período.

1) EDUCAÇÃO : Que as prefeituras petistas em nosso Estado implementem a Lei Federal que inclui nos currículos escolares a disciplina História da África e dos afrodescendentes no Brasil.

Nós do Coletivo estamos dando a nossa humilde contribuição tendo realizado um curso de História da África e do Negro no Brasil na Regional V do SEPE ( Campo Grande ) onde temos dois dirigentes a companhira Regina e o Tone Gomes que já estão começando a preparar o 2° curso.

2) Saúde: Que nenhuma prefeitura petista através da Secretaria de Saúde , deixe de realizar o teste do pézinho nos recém nascidos para detectar se alguma criança é portadora da Anemia Falciforme , uma doença hereditária que mata se não for tratada desde cedo . Existe uma Lei Estadual do então deputado Marcelo Dias e que foi regulamentada pela então Governadora Benedita da Silva em setembro de 2002.

3) CULTURA : Que nossas prefeituras implementem políticas públicas que resgatem a dignidade do nosso povo , homenageando nossos heróis e heroinas dando nomes de figuras negras históricas em escolas , praças etc. , instituindo como as cidades do Rio de Janeiro ( fruto da luta de nosso vereador Edson Santos) , e São Paulo ( graças a então prefeita Marta Suplicy ) o feriado municipal em 20 de Novembro -Dia Nacional da Consciência Negra , estimular o samba de raíz , o jongo e outras manifestaçoes culturais afro-brasileira.

4) ESPORTE: Políticas de esporte voltadas para as crianças e adolescentes em condiçoes de risco , assim ajudando com uma pratica esportiva aliada a um processo educacional a tirar essa juventude das garras da marginalidade e do tráfico de drogas ilícitas.

5) COORDENADORIAS RACIAIS : Onde não existe cria-las e aonde já existe dar condições satisfatórias de trabalho , como formação de uma equipe nescessária para desenvolver um trabalho de transversalidade com todas as outras secretarias , isto implica : orçamento , salários dignos , espaço físico , internet etc.

6) Fortalecimento da Secretaria Estadual de Combate ao Racismo do PT dotando-a de um orçamento próprio e garantindo sua participação nas reuniões da executiva estadual.

7) Apoio aos projetos de cotas raciais , pronto para ser votado na Câmara Federal , ( inclusive propondo as figuras públicas do PT a assinarem o manifesto em apoio as cotas ) , e ao Estatuto da Igualdade Racial do nosso Senador Paulo Paim.

8) Apoio as Comunidades Remanescentes de Quilombos em nosso Estado , particularmente a Comunidade Quilombola da Ilha da Marambaia.

Assinam este documento.

Marcelo Dias – Coordenação Raça e Classe.

Edson Almeida( Edinho ) – Diretório Municipal do Rio.

Marcio Nélio – Raça e Classe de Nova Iguaçu.

Vânia Monteiro – Raça e Classe de Cabo Frio.

Mauro Dias – Coordenação Raça e Classe.

Edvaldo – Coordenador do núcleo PT pela Fé de Deodoro.

Tigre- Coordenador do núcleo Valorizando Bento Ribeiro.

Regina- Coordenadora do núcleo Raça e Classe de Campo Grande.

Tone Gomes- Coordenação Raça e Classe.

Rosana Ignácia- Projeto Raça e Classe, núcleo PT pela Fé de Deodoro.

Jorge Fraga- núcleo Village Pavuna.

18
out
09

PROPOSTA CULTURA – TEXTO CONTRIBUIDO

bia_grabois

BEATRIZ GRABOIS

CONSULTORIA JORNALÍSTICA- JAVIER BONILLA

Cultura é o aproveitamento social do conhecimento”

                           Gabriel García Marquez

Culturas nas Américas e Europa

 Quando a rainha Elizabeth II condecorou  a Sir Laurence Olivier, os Beatles e a Elton John, estava fazendo algo muito mais do que simbólico ou, simplesmente, vender uma imagem mais populista da nobreza britânica; estava reconhecendo o imenso peso da produção cultural na economia e na imagem de um país, o que repercutiria na difusão da lingua inglesa e no constante turismo cultural.

Assim como a performance atoral, no cinema e no teatro de um Laurence Olivier, significa uma marca registrada, um antes e um depois “de”, o boom dos Beatles, e depois dos Rolling Stones, The Who, Cream e o resto dos nomes sagrados do rock em cena, resultou numa apropiação por parte dos artistas ingleses de um estilo norte-americano, que até 1963, era fadado a produzir as suas figuras líderes nos Estados Unidos, tão grande foi a virada cultural.

A participação ativa e acionária de figuras como Rod Stewart e Elton John, em conhecidos times de futebol, é não mais do que o reconhecimento da suma importancia da indústria cultural e a indústria esportiva na receita do Reino Unido, hoje, em 2009.

 Na Península Ibérica, a própria associação do catalão com a resistência ao franquismo, na voz de cantores conhecidos, como o emblemático e então censurado Raimon e Juan Manuel Serrat que, em espanhol, chegou a ganhar um Eurovisão,  garantiu a sua difusâo mundial.

A imensa popularidade de Joan Manuel Serrat e os grupos vocais Aguaviva e Jarcha nos anos 70, popularizaram em todo o mundo latino os poetas célebres mal vistos pelo regime, ora exilados, ora fuzilados, desde García Lorca, até Antonio Machado, resultando num imenso boom editorial, já que o povo, de ambas as margens dos oceanos, queria ler no papel, aquilo que escutava no rádio.

A América Latina transformaria em best sellers internacionais, escritores de lingua hispânica, e, no caso de Jorge Amado, portuguesa, sendo o principal ícone do mesmo, o escritor e jornalista colombiano Gabriel Garcia Marquez com “Cem anos de solidão”, obra na qual é descrita a mágica “Macondo” e sua saga.

No cinema, Brasil, Argentina e México eram os únicos países com uma indústria digna de tal nome.  Exportando, e, com um suporte de “Star system”, imprensa especializada, além de circuítos de distribuiçao adequados e fluidêz produtiva muito superior a da Espanha e Portugal juntos. Ao contrário da atualidade, os filmes eram , majoritariamente comerciais, comédias ou trillers, e a fama dos atores mexicanos e argentinos atravessava as Américas.

 As mudanças políticas no Chile se traduziam nos versos de Pablo Neruda, Violeta e Nicanor Parra, e um movimento musical no qual, além do protagonismo dos Parra, se sobressaia Victor Jara. A vitória dos Allende ja se vendia como um produto cultural.

 As diversas expressões culturais desses países serviam à vanguarda do turismo segmentado, e ao consumo dos produtos culturais.

 Brasil do século xx

 O Brasil, tanto pela sua riqueza cultural  multiétnica e multigeográfica, como pelo o seu crescimento e posicionamento, como  foi ganhando, a partir de meados dos anos 40 , e, especialmente, depois de aderir à causa aliada em 1942, um maior papel internacional, tanto a nível político, sendo relevante o papel do então chanceler Oswaldo Aranha nos inicios da ONU, representando a Brasil, aquele país que o escritor austríaco Stefan Zweig tinha definido como “O país do futuro”,como cultural.

 O Brasil do final dos 40 e início dos anos 50 era aquele , cuja máxima representação internacional recaía num desenho animado de Walt Disney – o Zé Carioca, com um português universal e “americanizado”, difundido por Carmen Miranda, e no futebol, ao organizar o primeiro campeonato mundial pós-guerra construindo o maior estádio do mundo, o Maracanã.

Um dos maiores pintores desses tempos, Cândido Portinari, ganhava respeito internacional, enquanto Di Cavalcanti , pintor,  jornalista e amigo de Picasso, tinha voltado ao Brasil para fazer o que ele sabia de melhor: pintar generosas mulatas, que também seriam retratadas literariamente pelo baiano Jorge Amado e pelo não menos baiano Dorival Caymmi, cabendo ao carioca Ary Barroso ter sido o compositor das músicas que identificaram o Brasil “hollywoodiano” antes, hoje e sempre, tanto quanto a poesia popular de Vinicius de Moraes ou a mais erudita de Drummond ou as edições em lingua estrangeira da revista “O Cruzeiro”, de Chatô, já desafiado pelos irmaos Bloch com a Manchete. Outro Brasil despontava com a televisão…

 Enquanto isso, um bando de loucos, alguns dizem que inspirados noutro bando, o “Bando da Lua” que acompanhou a Carmen Miranda, chamados Tom Jobim, João Gilberto, Luiz Bonfá, Johnny Alf, inventavam algo que seria conhecido pelo mundo, a Bossa Nova, e, estouraria, no Carnegie Hall, com letra de Vinicius “Chega de Saudade” e considerado o primeiro filhote desse movimento. O filho preferido pela vizinhança estrangeira, também seria de Vinicius e Tom Jobim, cantado em quantas linguas existem no mundo, composto num bar e se tornando o maior embaixador do Brasil e do Rio, identificando Ipanema, o bairro que susbstituía em preferência social a entâo “princesinha do mar”, Copacabana.

 A partir do sax de Stan Getz e de mil arranjos diferentes “Garota de Ipanema” foi o hino informal do Rio!!

Pouco tempo antes o cinema brasileiro, em co-produção com a França, tinha impressionado o mundo inteiro com Orfeu Negro….

 A Tropicália e a Jovem Guarda, além de Chico Buarque, eram iniciantes e muito mais, Elis Regina,que vindo do Rio Grande do Sul, aproveitava para mostrar o seu talento, em um “buraco” deixado na TV Record pela musa da época, a saudosa Nara Leao.

 Rio de Janeiro

NA CULTURA ,UM ESTADO CAPITAL..

 Rio,1968….

Uma das capitais culturais do mundo latino.

Festivais de cinema ou de música, no Rio de Janeiro de 1968, eram os Cannes ou os San Remo latino-americanos.

Nos tempos em que Geraldo Vandré, Chico Buarque ou Tom Jobim disputavam os primeiros lugares no Festival da Canção do Rio. Os júris , integrados por figuras de primeiríssima órden mundial, como Ray Connif ou Paul Simon eram um show a parte, em épocas nas quais presenças estelares não desciam tão habitualmente a linha do Equador.

 A Faculdade de Arquitetura da UFRJ recebia estudantes do planeta inteiro atraídos pela vanguarda que nomes como Niemeyer, Burle Marx ou Lúcio Costa representavam em todos os sentidos.

 O MAM, mais do que um Museu, era uma verdadeira usina cultural de referência continental, e o Teatro Municipal só disputava maior prestígio musical sul americano com o célebre “Colón” ,ícone de Buenos Aires. A Bossa, nosso jazz, e Vinicius o embaixador carioca no Cone Sul..

 Cinelandia era Cinelandia, e, a indústria cinematográfica brasileira, centralizada no Río, e mesmo começando a driblar a censura e o fechamento do regime militar, era muito volumosa.

O PT e a cultura

 RIO: A CAPITAL DA INCLUSÃO

Com dois períodos consecutivos no governo federal, com governos estaduais e governos municipais espalhados por este Brasil-Continente desde há décadas, O PT já não é mais um partido de oposição. O PT é um partido de governo ou de alternância, um partido de estado….

Como tal, a nossa proposta cultural deve ser a mais abrangente e ampla possível, e, ao mesmo tempo que lutamos por nossas posturas calorosamente e sempre procuraremos ser uma vanguarda integrada na maioria dos movimentos de expressão popular e intelectual, procuraremos também o que nos une com as propostas das outras coletividades políticas, abertos a todas. Cultura não é política partidária. É política do município, da região e do estado! É uma constante busca e encontro de pontos em comum e linhas de continuidade, entre as diferentes e sucessivas administrações, respeitando as respectivas orientações e muito mais, a inclusão progressiva de toda a cidadania e, o bem comum.

Em muitas das nossas bandeiras, como a luta absoluta contra o racismo e toda forma de discriminação, a dignificação das parcelas menos favorecidas, o povo brasileiro na sua imensa maioria, não permitiria um retrocesso. É hora de pensar o acesso à cultura como um direito humano!

E não só de incluir a todos, independentemente de raça, opção sexual, idade, moradia, educação, já que isto é uma plataforma prévia ineludível para nós, antes de qualquer proposta. Talvez tenhamos que saber com maior exatidão, como a cultura chega a cada segmento da população, às comunidades e ao meio rural especialmente, e, o que deveria chegar em melhores condições em cada setor, segundo as necessidades dos interessados.

Possivelmente, a chegada de instituições artísticas formais às comunidades mais carentes, possa ser a reintrodução ali de algumas formas estatais hoje afastadas dessas realidades. …

 A principal questão a ser reivindicada pelo Rio de Janeiro, como estado e como capital, é a de se auto-incluir nos projetos e nas tendências mais convenientes, como geradores de pólos culturais, geradores de desenvolvimento não só nesta área, mas como multiplicadora de bons efeitos, de empregos, pesquisa, turismo cultural, inserção política e geopolítica.

 Propostas:

 1)Criar e fortalecer setoriais de cultura do PT no maior número de municípios do Estado.

 2) Fazer um Levantamento de potencialidades e complementariedades da produção cultural no município e no Estado incluindo casas de show, cinemas, produtoras artistícas, fotográficas, estúdios televisivos e cinematográficos, fotográficos, de artes gráficas digitais, da industria gráfica, material para artes plásticas e outros para saber da capacidada real e ociosa do Estado. Também Fazer um urgente e profundo levantamento de quanto dinheiro,emprego,imagem turística e tecnología, gera a industria cultural no Estado.

3) Capacitar e profissionalizar a gestão cultural para militantes em convênios acadêmicos, de intercâmbios, seminários, workshops, etc.

 4) O cenário da serra – Petrópolis, Teresópolis – pode ser palco para muitas propostas no âmbito de expressões culturais eruditas, aproveitando propostas já existentes, como o Festival de Música Clássica de Teresópolis, e infraestruturas como a do Palácio Quitandinha ou o Palácio de Cristal de Petrópolis, cidades ambas, com potencial e capacidade ociosa neste aspecto.

 5) No cinema, além de tender a concentrar esforços, paulatinamente, num grande festival para o Rio, aproveitar os existentes especializados, tal como o “Socio-âmbiental de Nova Friburgo” e incentivar outros segmentados, também com orientação à expressões de maior viés comercial, gerando renda – como policiais e comédias. Evitar superposições de festivais ou amostras similares, sugerindo restringir a publicidade e apoios estaduais, municipais ou nacionais à expressões muito similares, orientando a unir esforços numa só proposta, melhor aproveitado os recursos, frequentemente escassos.

6) Estimular expressões de teatro jovem, regional e independente, sendo pensado um grande encontro nacional de teatro unipessoal, com celebridades, o que é viável e bom em termos de imagem.

7) implementar no âmbito das artes plásticas, segmentos mais simples de implementar facilitando seguros, fretes e logística menor. Aproveitar o grande prestígio brasileiro no ítem fotografía e arte digital, num encontro bienal, com seminarios, debates,etc.

8) Atender toda brecha de inserção internacional permanente, seja ser a capital ou a porta brasileira do Mercosul cultural, pois o Rio de Janeiro tem maior aceitaçao nos países vizinhos do que São Paulo, Brasilia ou Bahía.

O Rio de Janeiro pode ser ponto de união entre as diversas expressões culturais numa mesma lingua, hoje desunidas. Fora exceções muito raras, existe um divórcio artístico entre os expoentes mais representativos das artes de Portugal, Brasil, Angola ou Moçambique, embora os laços comerciais sejam absolutamente estreitos, e possam vir a se estreitar ainda mais desenvolvendo a potencialidade econômica da indústria cultural destes países.

 9) Promover estudos sobre as raizes éticas e culturais do povo brasileiro, as europeias e também as africanas. E aprofunda-los numa perspectiva pouco valorizada até o presente momento – as origens africanas da cultura e da ética ocidental (judeocristã).

10) Organizar um encontro internacional de jornalistas, gestores e animadores culturais.

 Outras alternativas a serem discutidas:

 Uma outra variavel cultural interessante à explorar é o turismo de congressos, para o qual tem que se apontar a infraestrutura, segurança-cultura e segurança.

No Estado do Rio de Janeiro temos recintos para congressos e eventos, que mantidos ou reciclados seriam absolutamente bem vindos, como o Quitandinha, na região das serras, que durante mais de 60 anos, nunca foi aproveitado em todas as suas imensas possibilidades.

Também no Circuito museístico especializado (MAM/Museu de Niteroi, Museu Aeronáutico dos Afonsos /Incaer e outros),com assesoria da Unesco inclusive, visando o turismo histórico eventual.

Começando desde já a nossa tarefa, geradora de empregos, desenvolvimento tecnológico, pesquisa, potenciadora de imagem e de auto-estima para o nosso Estado, e para os nossos talentos, além de grande desafio para o PT crescer no Rio de Janeiro demonstrando que sabemos resgatar o melhor do nosso Rio e projetar-nos no rumo adequado e no nicho adequado para o terceiro milênio.

Começando este trabalho já poderemos esperar resultados concretos em meados de 2012..

CONSULTORIA JORNALÍSTICA- JAVIER BONILLA

Beatriz Grabois

18
out
09

JORNAL BISMARCK PED2009

BISMARCK 384

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22
set
09

Jornal do Brasil entrevista Bismarck Alcântara

Bismarck no JB

Entrevista de Bismarck Alcântara concedida ao jornalista Rodrigo de Almeida e publicada no Jornal do Brasil, no dia 17 de setembro de 2009.




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